LEITURA E ESCRITA: PROCESSOS COGNITIVOS E PEDAGÓGICOS turma T1-26/27
Apresentação
Segundo Emília Ferreiro e Ana Teberosky, as crianças constroem hipóteses sobre o funcionamento da escrita com base nas suas experiências sociais. Mesmo sem saber ler ou escrever convencionalmente, elas já construíram ideias sobre o que a escrita representa e como ela pode ser usada. Através da observação de adultos em contextos funcionais de leitura e escrita, as crianças vão formando ideias sobre a função e estrutura da linguagem escrita. Neste sentido, o ensino formal da leitura e da escrita nunca parte do zero, antes da entrada no ensino formal, as crianças já construíram conceitos sobre o ato de ler e escrever. Inúmeros estudos têm revelado que ao iniciar o ensino formal, a criança já transporta consigo um manancial de conhecimentos, competências e conceções sobre a leitura e escrita que importa considerar. Contudo, a competência da escrita apenas se aprende apoiada na intencionalidade e pelo saber de quem ensina na Escola. É esta a instituição da escrita. Acontece, porém, que se continuam a revelar níveis preocupantes de insucesso no domínio da linguagem escrita como provam os estudos para apuramento dos níveis de literacia. Parece evidente a necessidade de conjugar esforços para intervir e melhorar o ensino e a aprendizagem da linguagem escrita nos jardins de infância e nos primeiros anos de educação básica.
Destinatários
Professores dos Grupos 100 e 110
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.
Objetivos
2- Identificar e analisar as conceções precoces sobre a linguagem escrita. 3- Compreender a relação entre a linguagem oral e a linguagem escrita. 4- Reconhecer as características e o funcionamento do sistema alfabético de escrita. 5- Explorar contextos, estratégias e atividades que potencializem a aprendizagem da linguagem escrita. 6- Valorizar a aprendizagem significativa e funcional da leitura e da escrita. 7- Reconhecer as competências fonológicas básicas necessárias à aprendizagem da leitura e da escrita. 8- Comparar diferentes metodologias para o ensino da leitura e da escrita. 9- Refletir sobre os fundamentos psicopedagógicos que sustentam o ensino da leitura e da escrita.
Conteúdos
a. Conhecer e sensibilizar educadores e professores para as representações das crianças acerca da linguagem escrita, antes de saber ler e escrever; 2h b. Conceções precoces sobre a linguagem escrita; 3h c. Relação entre a linguagem oral e escrita; 2h d. Sistema alfabético de escrita; 2h e. Contextos, estratégias e atividades potencializadoras da aprendizagem da linguagem escrita; 3h f. Aprendizagem significativa e funcional da linguagem escrita;3h g. Reconhecer as competências fonológicas básicas necessárias à aprendizagem da leitura e escrita; 3h h. Diferentes metodologias para o ensino da leitura e escrita; 3h i. O ensino da leitura e da escrita: fundamentos psicopedagógicos. 4h
Metodologias
A ação desenvolver-se-á em modalidade de e-learning, com 25 horas síncronas e assíncronas à distância, usando a plataforma do centro de formação e ferramentas de videoconferência. As atividades físicas serão implementadas individualmente, no contexto de sala de aula e serão, posteriormente, objeto de discussão, partilha e reflexão conjunta. Serão aplicadas as várias ferramentas e estratégias digitais para visionar, aferir qualidade e quantificar os resultados obtidos por cada um. Será criada uma plataforma digital_PADLET_ onde constarão todos os documentos, fundamentação teórica e propostas de trabalho e onde os formandos publicarão as suas produções. Desta forma, ágil, prática e intuitiva, todos os envolvidos terão acesso a todas as produções decorrentes da formação.
Avaliação
- Instrumentos de avaliação dos formandos e respetiva ponderação: - Participação/intervenções (30%) Realização das atividades práticas (30%) - Relatório final de reflexão crítica (40%) - De acordo com o Art 46º do ECD em vigor e as orientações das Cartas Circular CCPFC-3/2007 e CCPFC-1/2008, os formandos serão avaliados com a menção qualitativa de: - 1 a 4,9 valores - Insuficiente - 5 a 6,4 valores - Regular - 6,5 a 7,9 valores - Bom - 8 a 8,9 valores - Muito Bom - 9 a 10 valores - Excelente
Bibliografia
Figueiredo (org.) , Português, Língua em Ensino. Porto: Reitoria da Universidade do Porto. Pp.107-120. ISBN 978-989-8265-72-2Roldão, M.C. (2009). Estratégia de ensino. O saber e o agir do professor, Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel de Leão.Unesco-bie. (2016). Glossário de terminologia curricular. Traduzido do inglês por Rita Brossard a partir do documento original Glossary of Currículum Terminology. Disponível em http://www.ibe.unesco. Org/sites/default/files/ressources/ibe-glossary currículum_por.pdfDireção Geral de Educação (DGE). Aprendizagem da Leitura e da EscritaBATISTA, Antônio Augusto Gomes. (2012). Alfabetização, leitura e ensino de Português: desafios e perspectivas curriculares. Revista Contemporânea de Educação - Faculdade de Educação v. 6, n. 12, 2011. Disponível em: http://www.revistacontemporanea.fe.ufrj.br/index.php/contemporanea/articl e/view/1400 Acesso em jul, 2012.
Formador
Ana Cristina Amaral Pedra Massano